Parceiras Público-Privadas do Município de Itajaí
Base oficial com 32 perguntas e respostas detalhadas sobre a Parceria Público-Privada de Infraestrutura Escolar de Itajaí/SC.
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Mostrando 32 de 32 perguntas cadastradas.
É uma Parceria Público-Privada, na modalidade de Concessão Administrativa, que tem por objeto a realização de obras de construção, reconstrução, ampliação e reforma, além da manutenção e da prestação de serviços não pedagógicos, em unidades de Educação Infantil e Ensino Fundamental da rede municipal de Itajaí/SC.
O modelo de PPP integra, num único contrato de longo prazo, a construção das novas unidades e a sua operação e manutenção pelos 25 anos seguintes — diferente da lógica tradicional, em que o Município contrata a obra separadamente e só depois, ano a ano, contrata (ou tenta orçar) a manutenção. Essa integração traz vantagens concretas:
Porque o desafio de Itajaí não é apenas construir rápido, mas garantir que a rede — ampliada em mais de 7.000 novas vagas — continue funcionando com qualidade nas próximas décadas. A PPP resolve esse problema de duas formas complementares:
É uma Concessão Administrativa que tem por objeto a construção, reconstrução, ampliação, reforma, manutenção, conservação, gestão e operação de unidades educacionais do Município de Itajaí/SC, compreendendo a prestação dos serviços não pedagógicos. Toda a atividade pedagógica permanece sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Educação.
Garantir infraestrutura escolar moderna, segura e padronizada, ampliando a oferta de vagas em Educação Infantil e Ensino Fundamental e assegurando que as unidades recebam obras, manutenção e serviços operacionais contínuos ao longo de toda a concessão. A Concessionária responde apenas pela infraestrutura e pelos serviços não pedagógicos, enquanto o Município mantém integralmente a gestão educacional.
Na prática, isso também muda o dia a dia dentro da escola: hoje, boa parte do tempo de diretoras e diretores é consumida por tarefas de zeladoria — resolver problema de manutenção, cobrar empresa de limpeza, lidar com fornecedor, correr atrás de reparo — em vez de focar no que de fato é sua função.
Ao final da concessão, toda a estrutura retorna ao Município, que permanece como titular das escolas em todos os momentos.
Não! PPP não é privatização.
Na privatização, o bem ou serviço deixa de ser público e passa à titularidade da iniciativa privada. Na PPP, a titularidade das escolas permanece sempre com o Município, que continua responsável pelo serviço público e pela gestão pedagógica.
A Concessionária atua de forma temporária, durante a vigência do contrato, executando obras, manutenção e serviços não pedagógicos. Ao final do prazo contratual, toda a infraestrutura retorna integralmente ao Município.
O projeto contempla 13 unidades educacionais, organizadas em quatro frentes de intervenção — novas construções, reconstruções, ampliação e reforma —, atendendo Educação Infantil e Ensino Fundamental. Do total, 6 unidades são de Educação Infantil, 6 são de Ensino Fundamental e 1 é uma unidade mista.
Total de 7.378 Novas Vagas Criadas:
Sim, e todo o planejamento é feito para minimizar o impacto na rotina dos alunos. Nas unidades que passam por reforma ou ampliação, as obras são planejadas para conviver com a operação da escola, sem interromper o calendário letivo. O Programa de Reformas prevê a gestão das frentes de obra sem paralisar as atividades escolares e, quando necessário, o uso de estruturas temporárias — como salas modulares — para acomodar turmas durante intervenções mais profundas, evitando que os alunos fican sem aula.
Em alguns casos, pode ser necessária a realocação temporária de turmas para outra unidade próxima enquanto durar a etapa mais crítica da obra. Essa realocação, quando ocorrer, será sempre planejada em conjunto com a Secretaria Municipal de Educação, priorizando a continuidade pedagógica e o menor impacto possível na vida escolar das crianças e de suas famílias — evitando, por exemplo, trocas de turno, perda de vínculo com colegas e professores, ou deslocamentos excessivos.
Já as novas construções e reconstruções integrais ocorrem em terrenos próprios, sem impacto sobre unidades já em funcionamento, sendo entregues prontas para o início das atividades.
Os encargos da PPP são organizados em quatro programas técnicos autônomos, integrados e complementares, executados de forma concomitante ou escalonada ao longo de toda a concessão: Construção, Reformas, Manutenção e Conservação, e Zeladoria (operação).
Tem por objetivo implantar novas unidades educacionais, entregues em pleno funcionamento e prontas para o início imediato das atividades pedagógicas. Compreende a viabilização fundiária, os projetos em BIM, as licenças e alvarás, as obras civis completas, o fornecimento e a instalação de mobiliário e equipamentos, e a entrega para uso. Os entregáveis incluem Plano de Execução, Estudo Preliminar, Projeto Básico, Projeto Executivo e a documentação As Built, que instrui o Aceite Definitivo.
Tem por objetivo adequar, requalificar e ampliar as unidades educacionais existentes, modernizando a infraestrutura conforme diretrizes técnicas e pedagógicas. Compreende o Laudo de Vistoria Técnica, o inventário de bens (mobiliário e equipamentos a reaproveitar, remanejar ou substituir), os projetos de reforma em BIM, a convivência com a operação da escola e, quando necessário, estruturas temporárias para acomodar turmas. O entregável principal é o Plano de Execução, ancorado no Laudo de Vistoria Técnica Inicial e no inventário de bens, que definem o escopo antes dos projetos.
Tem por objetivo garantir a conservação permanente da infraestrutura predial, dos sistemas e dos equipamentos, assegurando o desempenho técnico durante toda a concessão. Compreende a manutenção predial (estrutura, cobertura, impermeabilização, fachadas e esquadrias), os sistemas prediais (elétrica, hidrossanitário, incêndio, SPDA e climatização), os equipamentos eletromecânicos, de segurança e de TI, o mobiliário e a gestão do ciclo de vida dos ativos, com rotinas preventivas, corretivas e preditivas registradas no Help Desk.
Tem por objetivo assegurar o funcionamento cotidiano das unidades por meio de serviços operacionais não pedagógicos, em caráter contínuo e permanente. Compreende limpeza e conservação, controle de pragas, gestão de resíduos, conservação de áreas externas e verdes, segurança e controle de acesso, e TI e videomonitoramento. Os entregáveis incluem o Plano de Execução com as rotinas mínimas por unidade, registros operacionais sistemáticos e relatórios mensais, rastreados pelo Help Desk.
A contratação é realizada por meio de uma Concessão Administrativa, modalidade prevista na Lei Federal nº 11.079/2004, na qual o parceiro privado financia, executa e opera as obras e os serviços de apoio, recebendo uma contraprestação pública mensal vinculada ao desempenho. O modelo integra construção, reforma, manutenção e operação em um único contrato, sem transferência da gestão educacional ou da titularidade das escolas.
A remuneração ocorre por meio de contraprestação mensal paga pelo Poder Concedente, vinculada ao desempenho da Concessionária. O critério de julgamento da licitação é a menor contraprestação mensal ofertada pelas licitantes.
O pagamento é assegurado por um mecanismo primário e um mecanismo complementar. No mecanismo primário, os recursos saem da Conta Única do FUNDEB e são transferidos por um agente fiduciário diretamente à conta de livre movimentação da Concessionária. Caso esse mecanismo não seja suficiente para cobrir a contraprestação devida em determinado mês, é acionada automaticamente a Conta Garantia — mecanismo complementar —, lastreada em recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), com saldo mínimo mantido para assegurar a recomposição.
Sim. O contrato conta com sistema de mensuração de desempenho e mecanismo de pagamento da contraprestação, previstos nos anexos do edital, que condicionam parte da remuneração ao cumprimento de indicadores e metas de qualidade e disponibilidade dos serviços.
Nenhum professor será demitido por conta da PPP.
A PPP não envolve atividades pedagógicas e não interfere na atuação de professores, coordenadores, diretores ou demais profissionais da educação. Toda a gestão pedagógica permanece integralmente sob responsabilidade do Município.
Não. Os servidores públicos permanecem totalmente preservados.
Os funcionários da Prefeitura continuam vinculados ao Município, que permanece responsável pela gestão administrativa e pelo quadro de pessoal. A Concessionária assume apenas os serviços de apoio, obras e infraestrutura definidos no contrato, sem qualquer interferência sobre cargos, vínculos ou funções exercidas por servidores públicos.
O critério de julgamento é exclusivamente a menor contraprestação mensal ofertada pelas licitantes.
A sessão pública é conduzida com apoio da B3 (Bolsa de Valores do Brasil), que fornece a plataforma tecnológica, regras padronizadas e ampla publicidade dos atos, aumentando a segurança e a transparência do processo. As decisões e julgamentos permanecem sempre sob responsabilidade da Comissão de Licitação do Município.
O processo é composto pelo Edital de Licitação, pela Minuta do Contrato e por dez anexos, entre eles: Glossário, Modelos e Declarações, Contrato e seus anexos, Plano de Negócios de Referência, Manual de Procedimentos da B3, Proposta Comercial, Memorial Descritivo e Listagem das Unidades, Caderno de Investimentos, Caderno de Operações, Sistema de Mensuração de Desempenho, Mecanismo de Pagamento da Contraprestação, Diretrizes Ambientais, Matriz de Risco, Penalidades, e Diretrizes para Contratos de Administração de Contas. Essa estrutura documental busca garantir transparência para o mercado e segurança jurídica para o Município.
A sessão pública é conduzida com apoio da B3 porque a bolsa oferece uma estrutura reconhecida nacionalmente por segurança, transparência e governança na condução de processos públicos de grande relevância — a mesma infraestrutura já utilizada em diversas PPPs e concessões por todo o país. A B3 disponibiliza ambiente tecnológico seguro, regras padronizadas, auditoria permanente e ampla publicidade dos atos, o que reduz o risco de questionamentos posteriores e aumenta a confiança de investidores e financiadores no processo.
Vantagens concretas para o Município e o certame:
Importante destacar: a B3 atua apenas como plataforma operacional e ambiente institucional. Todas as decisões e a responsabilidade final pelo certame permanecem exclusivamente com a Comissão de Licitação do Município de Itajaí.
O contrato terá prazo de 25 anos de vigência, contados a partir da emissão da Ordem de Início.
Após a assinatura do contrato, há um prazo de eficácia de 30 dias, seguido de um prazo de até 60+30 dias para a Ordem de Início, período em que devem ser cumpridas condições como a constituição da SPE, a garantia de execução, a subscrição do capital social, o plano de seguros e o ressarcimento dos estudos.
Em seguida, inicia-se a Fase de Investimento, organizada em dois blocos: no primeiro ano, o Bloco 1 contempla a construção e a reforma de 8 unidades educacionais; no segundo ano, o Bloco 2 contempla a construção de mais 5 unidades e o início da operação das unidades entregues no Bloco 1.
Concluída a fase de investimento, tem início a Execução Contratual propriamente dita, com 23 anos de operação das unidades ao longo do restante da concessão de 25 anos.
Sim. A conclusão das obras de construção, reconstrução, ampliação e reforma das 13 unidades está prevista para ocorrer nos dois primeiros anos da concessão, divididos entre o Bloco 1 (8 unidades, no ano 1) e o Bloco 2 (5 unidades, no ano 2), conforme o cronograma de investimento do projeto.
Sim. Nos termos do art. 18, XII, da Lei Orgânica do Município, a Câmara Municipal tem competência exclusiva para aprovar contratos celebrados pelo Município em matéria educacional, o que exige a edição de uma Lei Autorizativa específica para viabilizar a PPP.
Sim. As minutas do edital e do contrato são submetidas à análise prévia do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE/SC), o que garante conformidade e segurança jurídica ao processo antes da abertura da licitação.
O Município disponibilizou os estudos técnicos, a minuta do edital e do contrato e todas as informações da modelagem para receber contribuições da população, do setor privado, de especialistas e de todos os demais interessados.
Essa é uma fase pensada justamente para ouvir a sociedade: qualquer pessoa pode enviar sugestões, apontar dúvidas ou propor ajustes ao modelo antes que ele siga para a licitação. É o momento em que o projeto ainda pode ser aprimorado com base no que a comunidade escolar, especialistas e o mercado têm a contribuir.
Encerrada a consulta pública, o Município analisa todas as contribuições recebidas, faz os ajustes que entender pertinentes e segue para a submissão ao TCE/SC e, na sequência, para a fase de licitação do contrato de PPP.
Como o projeto já está em consulta pública, a agenda imediata contempla quatro etapas sequenciais:
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A Consulta Pública Nº 01/2026 está aberta para receber contribuições até 04/09/2026.